Noites de Vigília

Rubaiyat

(...)

Bebo vinho como as raízes do salgueiro
Bebem as águas cristalinas da torrente.
Deus me criou sabendo bem que eu beberia:
Se eu me abstivesse de beber, Deus falharia.

(...)

Só o vinho pode te livrar dos teus cuidados;
De entre as setenta e duas seitas vacilares.
Não te separes, pois, do mago que possui
Poder de transportar-te às regiões onde esqueces.

(...)

O vinho tem a cor das rosas.
Não é talvez sangue das uvas,
E sim das rosas. Essa copa
Talvez não seja de cristal,

Mas de azul do céu coagulado.
A noite, tão contrária ao dia,
Talvez não seja a noite negra
Mais do que a pálpebra do dia.

Omar Khayyam - Rubaiyat (trad. Manuel Bandeira)

Publicado em 03 de abril de 2005 às 21:11 por preto

Comentários

    • OI COMO VAI TUDO BEM ADOREI A POESIA !!
      MEU MSN SE QUIZER ME ADICIONAR
      ALLAH_W_7ABIBY@HOTMAIL.COM :)
      DE SUA AMIGA AMINE BYE
    • por AMINE
    • 15.Jul.2007 às 18:51 - Permalink - Reportar
    AMINE
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