(...)
Bebo vinho como as raízes do salgueiro
Bebem as águas cristalinas da torrente.
Deus me criou sabendo bem que eu beberia:
Se eu me abstivesse de beber, Deus falharia.
(...)
Só o vinho pode te livrar dos teus cuidados;
De entre as setenta e duas seitas vacilares.
Não te separes, pois, do mago que possui
Poder de transportar-te às regiões onde esqueces.
(...)
O vinho tem a cor das rosas.
Não é talvez sangue das uvas,
E sim das rosas. Essa copa
Talvez não seja de cristal,
Mas de azul do céu coagulado.
A noite, tão contrária ao dia,
Talvez não seja a noite negra
Mais do que a pálpebra do dia.
Omar Khayyam - Rubaiyat (trad. Manuel Bandeira)
Publicado em 03 de abril de 2005 às 21:11 por preto
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