Grgrgrgrrgrgrgkgg
Nnnnnheeeeeeec
Tóimmmmm
Calma leitor incauto (o Arrigo diria assim), os ruídos acima são de juntas estalando, dedos desenferrujando e idéias ainda minúsculas tentando parecer geniais.
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Férias deveriam ter transição. Algo assim: duas semanas antes, o ritmo diminui, vai caindo para a marcha lenta, até alcançar o prazer do ócio.
Depois, na volta, duas semanas para ir pegando o jeito, esquecendo o sol e o mar para se acostumar ao ar-condicionado.
Só então enfrentaríamos trabalhos mais pesados.
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Abandonei o blog nesse período porque não queria escrever e nem criar o compromisso de fazê-lo. Pura vagabundagem.
Sei lá se bebi demais, andei demais, corri demais, aproveitei demais aquele mar verde – feito o mar de minha infância – capaz de mudar de cor e ocultar faraônicos corais, quilômetros de vida gulosa e intensa.
O fato é que retrocedi. Travei. Empaquei.
Agora estou aqui, quebrando a cabeça com coisas simples. Enquanto não me acostumo, vou sofrendo as horas, duelando com uma ansiedade antes domesticada.
É preciso paciência, batucar as teclas em ritmo litorâneo, driblando o trabalho para tagarelar as bobagens tão necessárias à vida.
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Tanta gente para trombar lá nos confins do mundo e fui dar de cara com um ator de novela famosão (cara chátôu). Desses que a mulherada não se contém.
-Espetáculo!, disse a garota.
A saída foi contemplar minha sombra barriguda na areia (e pensar onde andariam as atrizes gostosas de TV).
Publicado em 08 de junho de 2005 às 18:23 por preto