-Começa a ter medo de friagens e correntes de ar. Não dorme sem meia. Tomar chuva é loucura. Sereno, então, é pneumonia na certa. Ah, tem que secar o cabelo antes de sair do banheiro.
-Passa a freqüentar mais a farmácia do que o cinema. Aliás, esses filmes de hoje...
-Inexplicavelmente, passa a acordar cedo. Mesmo no domingo, quando aproveita para curtir a feira – e reclamar dos preços.
-Rock bom ficou nos anos 60. Hoje é só barulheira e gritaria.
-Quanto mais regime faz, mas a barriga aumenta.
-Passa a caminhar no Zerão com a camisa por dentro da bermuda - o elástico fica obrigatoriamente acima do umbigo.
-Amarrar sapato vira exercício.
-Abaixar é complicado; levantar é difícil.
-Evita elevador e não gosta de escada.
-Pêlos começam a crescer na orelha.
-Fica encarando garotas com calça justa.
-Passa a usar camisetas de botequins, armazéns, lojas de materiais de construção, time da terceira divisão ou do tipo: “fazendo toucinho” (o desenho traz um casal de porquinhos transando).
-As novas gerações não estão com nada. Bom mesmo era no tempo em que...
-Começa a ver a Hebe Camargo com outros olhos. E não é que ela está inteirona?
-Tem vários chinelos. Rider, de preferência.
-Esquece o nome do cantor que mais gosta no meio do papo. Aquele um, com voz grossa...
-Começa a gostar de ovo de codorna, tremoço, buchada, rabada, bago de boi, língua.
-No terceiro chopp está contando vantagem; no quarto, piadas de sacanagem; no quinto, diz que comeu todas.
-Resolve ir embora de uma hora para outra, e ninguém o consegue convencer do contrário.
-Sair depois das dez da noite é improvável. Depois das onze, impossível.
-Ajeita os óculos, faz careta e estica o braço para ler alguma coisa.
-Quando vai ao cinema, leva agasalho por causa do ar condicionado.
-Lembra do Silvio Santos na Globo, usa lenço de pano, gosta do Benito di Paula, tentou consertar relógio enquanto o Uri Gehler gritava: “funciona!”, pela tevê.
-Faz um post imitando as piadas da revista Mad.
Publicado em 09 de junho de 2005 às 14:10 por preto