Ressuscito o blog graças a uma revelação de Paulo Briguet capaz de estremecer as bases da arte universal. Não consegui gravar e muito menos tenho testemunhas. Mas eis o relato, mais ou menos como se deu:
Em 1981 eu fui para um acampamento da AABB, em São Paulo, e tocava algumas músicas ao violão. Tinha umas do Jessé, mas eu tocava principalmente uma do Oswaldo Montenegro, o que levou o pessoal a me apelidar de Montenegro. Depois, ficou abreviado: Monte.
Eis que, ainda garoto, Paulo Briguet já trazia o germe da ártchi nas veias.
Não é surpreendente, portanto, o sucesso obtido no teatro, pouco depois, com o grupo Cromossomos e a peça Dádiva da Dívida da Vida, também abreviada para Dádiva da Vida. Na época, a peça não tinha classificação. Hoje reconhecemos a sua atualidade: era uma instalação cênica contemporânea primitivista surrealista niilista – com direito a ceroulas e maquiagem.
Mais uma das ousadias do nosso Paulinho. Ôoops, Monte.
Publicado em 21 de março de 2007 às 13:56 por preto