-Paraná não era estado, mas uma vila de Paranaguá onde as ruas eram calçadas com hexágonos.
-Sobrancelha era sombrancelha; iogurte, iorgute. E eu era fã do Mauro Celso, que cantava o mega-hit “Bilu-Tetéia”
-Sempre quis um Manual do Escoteiro Mirim, que vinha com uma bússola de pulso. Como não consegui, resolvi fazer o próprio, colando pedaços de jornais, trechos do Almanaque Capivarol ou simplesmente copiando verbetes da Barsa em letra de forma, para parecer impresso.
-Apaixonei-me por uma boneca Susi.
-O mundo iria acabar em 1983.
-O Skylab cairia em Londrina.
-Boitatá, saci, lobisomem e vampiros existiam. Rolândia tinha muito saci. União da Vitória tinha boitatá pra caramba. Lobisomens moravam em Cambará e os vampiros estavam em todos os lugares. Até hoje não me convenceram do contrário.
-Se você segurasse uma borboleta pelas asas, não podia passar a mão no olho, sob pena de ficar cego. Se você simulasse estrabismo e o galo cantasse, os olhos nunca mais voltavam ao normal. Deixar o chinelo com a sola para cima, então, era sinônimo de coisas medonhas.
-O homem tinha um grande desafio na vida: o serviço militar obrigatório. A mulher também: o parto. Ambos eram proporcionais. O exército era um sofrimento semelhante ao parto. Passei a elaborar os planos mais mirabolantes para burlar o alistamento.
Publicado em 08 de fevereiro de 2005 às 15:23 por preto
Decepção total!!!
Tem outras bobagens que, a despeito dos meus 25 anos, eu ainda acredito...