Enquanto o “não” ganhava nas urnas, resolvi aproveitar o domingão de sol para uma pedalada e testar um pneu novo.
O último passeio foi um desastre, o pneu traseiro furou três vezes, é possível?
Só com o pé-frio aqui.
Daí que troquei o pneu e me mandei pelas ruas. Feriado é bom para pedalar porque a cidade fica tranqüila, mas hoje foi o contrário.
Logo perto da Souza Naves, dois caras em uma moto dispararam três tiros contra uma caçamba. Em pleno referendo, umas quatro da tarde, em bairro central. Eu vi.
O “não” ganhou e finalmente a gente vai ficar livre de uma discussão que raramente saiu do nível da chatice.
Gastou-se uma fortuna para nada. O referendo foi um negócio completamente equivocado. Mesmo com a vitória do “sim”, o problema da violência sequer seria amenizado. É como tratar de um doente terminal com chá de camomila. E o dinheiro público indo para o ralo.
Ah, sim, os caras que atiraram na caçamba. É claro que a caçamba não era o alvo, mas um treino. Para quê, vocês imaginam.
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Desenterrei um monte de fitas K7 dos anos 80.
Uma delas traz trechos do programa Azylo Hotel, do Paulão Rock'n'Roll. Ó o repertório:
Fastway, Patife Band, Pretenders, Janis Joplin, Doors, Ted Nuggent, Scorpions, Led Zeppelin, Triumph, Kiss e Quiet Riot. Vixe!
Tem outra ótima com Billie Holiday e Jimmy McGriff.
Outra do Frank Zappa.
E mais uma com grupos pop da Suécia, Argentina, Dinamarca, Polônia e Inglaterra. Onde eu consegui? Sei lá.
Outra fita traz, de um lado, Arrigo Barnabé. Do outro, Ataulfo Alves. Minhanossa.
Legal mesmo é uma fita que o Alexandre do Imaginary Friends me gravou nos anos 90: Verve, Radiohead, Belle & Sebastian, Babybird, Luna, Yo la Tengo, Wannadies, Stone Roses, Teenage Fanclub, James, Lightning Seeds e Bluetones.
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Parabéns Marcelo Rocha!
(E eu que achava que nunca mais iria tocar violão)
Publicado em 23 de outubro de 2005 às 22:32 por preto