É quando a vida vira pesadelo. Os olhos se fecham, o corpo relaxa e o sono se aproxima até trombar com uma barreira intransponível. A insônia impõe uma vigília sem virtudes, aprisionando-nos a uma vida capenga: ficamos acordados, mas sem condições de exercer qualquer atividade. A verdadeira insônia, aquela que escraviza, rouba também as faculdades: não conseguimos escrever, não conseguimos ler, não conseguimos levantar. Ficamos no embate infrutífero, buscamos o sono à força e, quanto maior o esforço, maior a derrota. A insônia nos coloca uma pedra nas costas e nos obriga à vida.
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Dos três que restaram do Led Zeppelin, o que mais evoluiu foi John Paul Jones. Enquanto Jimmy Page e Robert Plant ainda cultuam o cadáver, Jones conseguiu soar contemporâneo. Para ele, o Led Zeppelin realmente acabou nos anos 70. Zooma (1999) olha para frente colocando o baixo com eixo de uma sessão rítmica imponente e atual. Em alguns momentos, soa mais eletrônico do que rock. As guitarras aparecem para dar uma coloratura, mas não integram a linha de frente. Enfim, nada a ver com tiozinho lembrando os bons tempos.
Publicado em 20 de março de 2006 às 06:41 por preto