Provocante e gozador o título do livro Is jazz dead? (or has it moved to a new address?), do crítico britânico Stuart Nicholson. A provocação vai para o jazz americano, reforçando os apocalípticos que dizem que o cenário jazzístico nos EUA está uma melda.
O livro de Nicholson saiu nos EUA e Inglaterra, não deu as caras por aqui, mas se der, está na minha lista. A Folha de S.Paulo trouxe uma matéria, dia desses.
É claro que o jazz vem se desenvolvendo em outras paragens, e desde a década de 30 foi assim. Agora, dizer que o jazz está morto nos EUA é um exagero. Está na cara que o autor quer provocar polêmica.
Uma polêmica que deve deixar os americanos raivosos. Afinal, tem gente boa lá sim, e gente que veio depois da geração que surgiu a partir dos anos 80, esta sim um tanto conservadora. Boa, de qualidade, mas conservadora.
Para contradizer o título (não estou discutindo o conteúdo), dá para citar Bill Frisell (guitarrista bom bagarai) e Brad Mehldau (em estúdio ele é bom, ao vivo é melhor - e tem o mérito de transformar Paranoid Android num jazz consistente, muito bom).
Agora mesmo estava ouvindo o baixista Marc Johnson, num disco ao lado da esposa brasileira Eliane Elias (piano), John Scofield (guitarra), Joe Lovano (sax) e Joey Baron (bateria).
É jazz contemporâneo, novo e polpudo, com recheio e com ousadia. É jazz americano com boa saúde, sem ranços. E olha que Scofield é da geração que foi revelada nos anos 80, só que, no caso dele, estava ao lado de Miles Davis - que não se rendia a dogma algum.
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Tá, eu sei que não sou moderninho, mas não consigo engolir o grupo Cansei de Ser Sexy.
Basta assistir ao que a Lovefoxx anda tocando no programa Music Box.
Tô fora.
Publicado em 21 de março de 2006 às 16:34 por preto