Houve um tempo em que desemprego a 8% era escândalo nacional. Agora temos um presidente em plena campanha com desemprego a 10%. Aliáuses, quantos empregos o Lula prometeu mesmo?
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Nunca vi um Congresso tão ruim. Ofende a opinião pública, envergonha o cidadão e ainda se julga acima das leis.
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E ainda temos que agüentar os micos, como na sabatina da Ellen Gracie (STF) no Senado. Olha as cantadas, feitas em discursos, divulgadas hoje pela Folha de S.Paulo:
-O meu voto ainda leva em conta a beleza e o charme. Assim voto com muito prazer. (Wellington Salgado - PMDB/MG)
-Como ginecologista, aprendi a lidar de perto com as mulheres, a entender muito profundamente a sensibilidade feminina. (Mozarildo Cavalcanti - PTB/RR)
-A senhora não veio ser sabatinada, veio ser homenageada. (José Agripino - PFL/RN).
Só podem estar tirando sarro da minha cara.
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O que valeu mesmo foi o artigo do filósofo Roberto Romano, da Unicamp, ontem, também na Folha de S.Paulo:
-Na sessão que absolveu um político do PT e outro do PFL, tanto os acusados quanto os seus defensores atacaram a moralidade (dita por eles moralismo) e a opinião pública (a qual separaram do povo), proclamando que algo contrário à lei (o caixa dois, segundo parece, se com origem particular, não é crime) seria inocente.
-A legalidade foi pisoteada com a benção do plenário. Temos o paradoxo de uma Casa de Leis na qual seus integrantes não se sujeitam à legalidade. Eles se declaram acima e à margem da lei comum.
-No plenário, vigoraram os laços de amizade, o partidarismo, contrário aos fatos e ao direito.
-Um centavo a mais ou a menos define a diferença entre a República democrática e a desordem dos privilégios autoconcedidos no poder público.
E por aí segue, só melhorando. Bravo, professor.
Publicado em 23 de março de 2006 às 12:59 por preto